Estava ficando estranho. Essa foi a razão pela qual a cantora Fergie e seu ex-marido Josh Duhamel decidiram terminar o casamento de oito anos. De acordo com entrevista da própria cantora à revista “People”, no último dia 15, o casamento chegou ao fim pela falta de romantismo. “Nós somos grandes amigos, nos amamos muito, mas chegou ao ponto em que estava ficando estranho.”

Fergie, que ganhou fama com o grupo Black Eyed Peas (BEP), e Josh, ator famoso por estrelar a franquia “Transformers”, têm um filho de 4 anos de idade chamado Axl. De acordo com a cantora, o casal se divorciou no início do ano, mas, para preservar o filho e o restante da família, mantiveram isso em segredo por um tempo.

Que motivos são esses?

Fergie é conhecida por ser honesta com os fãs. Ela foi a primeira, por exemplo, a indicar que não estava envolvida no novo trabalho do BEP, quando os outros integrantes do grupo, inclusive o fundador Will.i.am negavam o afastamento da cantora. Como ela mesma decidiu declarar à imprensa o divórcio, é crível que estivesse sendo sincera ao dizer que o casamento chegou ao fim pela falta de romantismo.

“Nós somos grandes amigos, nos amamos tanto, mas chegou ao ponto em que estava ficando um pouco estranho. Não há o momento perfeito, então apenas decidimos fazer isso”, afirmou a cantora.

Mas será que isso é motivo para um divórcio? Como a própria Fergie diz, o casal ainda se ama, mas as “questões românticas” fizeram com que os dois não quisessem mais ser casados.


O que realmente acontece

A situação pela qual Fergie e Josh passavam acontece com todos os casais. Chama-se “amadurecimento”. É natural que, em determinado ponto da relação, aquela paixão ardorosa dos primeiros meses se acalme e solidifique um amor maduro. O problema é: muitas pessoas, principalmente por influência da mídia, não entendem essa passagem como evolução, mas sim como “esfriamento do amor”.

“É muito difícil as pessoas separarem a realidade da ficção”, afirmou Renato Cardoso, apresentador do programa Escola do Amor Responde. De acordo com ele, muitos tendem a acreditar naquele romantismo de livros, telenovelas e filmes. Esse é um romantismo que tem a mesma intensidade eternamente. Na vida real, porém, as coisas são diferentes.

A paixão desencadeia uma série de reações químicas no organismo. O coração batendo mais forte, o suor, o aumento da pressão arterial, o frio na barriga, o desejo de estar perto. Essas sensações são apenas a ponta do iceberg. A verdade é que um organismo apaixonado está em constante estresse e pode entrar em colapso se não se acalmar.
Por isso devemos usar sempre a razão em todas as escolhas e jamais deixar o “coração” guiar as atitudes. O livro “Casamento Blindado 2.0″ ensina a raciocinar sempre antes de agir, tanto no início do relacionamento quanto após ele estar solidificado. Só assim é possível ter um casamento sólido.

Então, não é o fim?

A paixão acaba. “Isso não quer dizer que [a partir daí] é ladeira abaixo”, explica Renato Cardoso. Ao contrário, é possível fazer com que o relacionamento seja cada vez melhor. A intimidade aumenta, a conexão, o carinho, o respeito e, principalmente, o amor. O próprio escritor está casado há 26 anos com Cristiane Cardoso e a relação deles segue melhorando a cada dia.

“Todo relacionamento precisa de amadurecimento”, afirma Renato. “O relacionamento passa por suas fases, precisa de reconhecimento das suas fases e a devida adaptação a essas fases. [...] E o casal tem que saber lidar com a fase atual do casamento.”

É dessa maneira que o casal será feliz e jamais pensará em divórcio apenas porque “as questões românticas estão estranhas”. Se você está tendo dificuldades em lidar com algum problema amoroso, participe da Terapia do Amor, na próxima quinta-feira, e descubra que é possível ser feliz em um casamento durante toda a vida.